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quinta-feira, 31 de março de 2011
O que não se apaga ...
Desde quando eu andava de pé no chão sem importar se era feio ou bonito, desde quando leite so existia pra mim aquele que eu ansiosamente esperava sentada na cerca do curral com o caneco esmaltado na mão.
Desde quando estar em perigo era esconder da vaca marron que era brava feito num sei o que...
Desde quando jantar fora era comer do guizadinho feito na panelinha de ferro com direito a piaba frita pescada na hora lá no "gorguinho" que passava nos fundos e olhos vermelhos de tanta fumaça...
Desde quando sentir medo era ter que voltar da casa da vó, no escuro, depois de passar horas a fio escutando história de assombração no alpendre da casa dela...
Desde quando comadre não a minha mae para a minha madrinha,
e sim eu para minha melhor amiga e sua filhinha de pano.
Desde quando brinquedo divertido era aquele que a gente mesmo construia e se orgulhava disso...
Desde quando a gente acabava com a cerca de taquara do quintal, só pra poder fazer arapuca e pegar passarinhos de todos os tipos e cores, so pelo prazer de tê-los nas mãos
por alguns segundos e solta-los novamente...
Desde quando a gente percebia que família era a melhor coisa do mundo, principalmente no domingo a noite depois da Missa, ali a gente sabia de todo amor que nos cercava.
Foi nessa infância dourada que dei meus primeiros pontinhos, laçadas e pinceladas, ora no forrinho do fogãozinho, ora no barradinho dos vestidinhos das filhinhas. ( filhinhas = bonecas).
E agora resolvi criar um espaço para compartilhar o pouco que aprendi ate agora, pois muito ainda tenho que aprender.Espero que gostem e se sintam como se estivessem na casa da vovó, um lugar gostoso, cheio de histórias e pão de queijo...
Não se intimidem , podem criticar, pois as críticas quando bem fundamentadas nos elevam
e nos fazem pessoas melhores. Um beijo carinhoso a todas!!! Cleydinha.
Desde quando estar em perigo era esconder da vaca marron que era brava feito num sei o que...
Desde quando jantar fora era comer do guizadinho feito na panelinha de ferro com direito a piaba frita pescada na hora lá no "gorguinho" que passava nos fundos e olhos vermelhos de tanta fumaça...
Desde quando sentir medo era ter que voltar da casa da vó, no escuro, depois de passar horas a fio escutando história de assombração no alpendre da casa dela...
Desde quando comadre não a minha mae para a minha madrinha,
e sim eu para minha melhor amiga e sua filhinha de pano.
Desde quando brinquedo divertido era aquele que a gente mesmo construia e se orgulhava disso...
Desde quando a gente acabava com a cerca de taquara do quintal, só pra poder fazer arapuca e pegar passarinhos de todos os tipos e cores, so pelo prazer de tê-los nas mãos
por alguns segundos e solta-los novamente...
Desde quando a gente percebia que família era a melhor coisa do mundo, principalmente no domingo a noite depois da Missa, ali a gente sabia de todo amor que nos cercava.
Foi nessa infância dourada que dei meus primeiros pontinhos, laçadas e pinceladas, ora no forrinho do fogãozinho, ora no barradinho dos vestidinhos das filhinhas. ( filhinhas = bonecas).
E agora resolvi criar um espaço para compartilhar o pouco que aprendi ate agora, pois muito ainda tenho que aprender.Espero que gostem e se sintam como se estivessem na casa da vovó, um lugar gostoso, cheio de histórias e pão de queijo...
Não se intimidem , podem criticar, pois as críticas quando bem fundamentadas nos elevam
e nos fazem pessoas melhores. Um beijo carinhoso a todas!!! Cleydinha.
"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."
Fernando Pessoa
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